quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
MUDANDO DE CASA
Surgiu-me uma idéia solitária, e eu achei que seria sempre issim. Mas ela pariu outra, e outra, e... Não teve jeito: tomou um corpo de site, mas não tenho dinheiro para isso. Tentei, juro, tentei introduzir neste blog as idéias. Não teve jeito. Era um novo aborto.
O próximo blog é mais dinâmico que este, surgido no improviso e na ânsia. É só olhar e devorar. Espero você lá. Dá uma olhada e visite sempre. foi feito para você.
http://marchavermelha.blogspot.com/
Obrigado.
sábado, 29 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Crime do Estado do Piauí contra o Movimento Social
Governo petista, no Piauí, usa de truculência policial e prisão de sem-terras para intimidar movimento sociais
Os trabalhadores sem-terra, organizados em torno do Movimento Resistência Camponesa, no intuito de reivindicarem uma negociação com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para acelerar a desocupação da Fazenda Buriti, que possui 993 hectares e é próxima ao acampamento onde residem, na BR-316, interditaram na manhã desta sexta, 21, a BR que dar acesso ao município de Demerval Lobão, 20 Km de Teresina, por cerca de 41 famílias do acampamento Salitre Chileno.
No Km 23, que liga Teresina a Demerval Lobão, os manifestantes fizeram uma barricada queimando árvores no meio da estrada e impedindo a passagem de veículos, o que gerou um engarrafamento de aproximadamente 10 Km.
Após a chegada de Estânio Vieira, ouvidor agrário do INCRA, os manifestantes aceitaram negociar e liberaram a rodovia no começo da tarde. As 16h o ouvidor Estânio vieira esteve no assentamento e se comprometeu com uma lista de reivindicações dos trabalhadores assentados. Quando tudo parecia ter terminado, no final da tarde chega um micro-ônibus da polícia rodoviária com uma tropa de choque e, sem levar em consideração coisa alguma, iniciaram um processo de repressão junto aos acampados.
Primeiro começaram com um jogo de palavras ofensivas aos manifestantes, que já tinham liberado a BR e já estavam dispersos indo para seus barracos; depois, sem mais nem menos, começaram a bater nas principais lideranças, em crianças, mulheres e idosos.
Por último, acabaram prendendo duas lideranças do Movimento Resistência Camponesa, Jivaldo Lopes e Romualdo Costa - vulgo Brazil. A polícia os prendeu sob alegação de tentativa de homicídio a um aposentado da polícia Rodoviária. O curioso é que não encontraram nehuma arma no assentamento.
A truculência policial foi tanta, que o próprio ouvidor agrário do INCRA Estânio Vieira, em outro momento, declarou sua desaprovação e espanto. Chamamos a TODAS ENTIDADES SOCIAIS e MILITANTES DE OPOSIÇÃO AO GOVERNO LULA E WELLINGTON DIAS a mandarem seus protestos contra mais essa atitude de CRIMINALIZAR os movimentos sociais e EXIGIREM a liberdade dessas duas lideranças do movimento sem-terra no Piauí.
Nesta segunda, dia 24/11, o advogado dos dois camaradas, José Rodrigues, entrou com um pedido de liberdade provisória, pois não consta na peça de prisão enhum elemento para que os sem-terras estejam presos. Numa atitude arbitrária e dando a entender que já escolheu o seu lado, o juiz da comarca de Demerval Lobão, Piauí, José Raimundo Gomes, negou-se a pelo menos analisar o processo e assinar o alvará de soltura. Fazendo o mesmo com o pedido de Harbeas Corpus impetrado pelo o advogado da CONLUTAS-PI, Daniel Batista.
ESTAMOS DIANTE DE UM JOGO MARCADO ENTRE OS LATIFUNDIÁRIOS E O PODER JUDICIÁRIO. O governo do Estado do Piauí está mantendo dois presos políticos em suas cadeias.
Mandem seus protestos para:
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA
ROBERT RIOS MAGALHÃES
Secretário
Endereço: Rua Tersandro Paz, 3150 - Bairro Piçarra
CEP: 64.001-911 - Teresina - PI
Telefones: (86) 3216 5212 e 3216 5272
Fax: (86) 3216 5229, 3216 5213 e 3216 5221
GABINETE DO GOVERNADOR
JOSÉ WELLINGTON BARROSO DE ARAÚJO DIAS
Governador
Endereço: Palácio de Karnak - Av. Antonino Freire, 1450 - Centro
CEP: 64.001-040 - Teresina - PI
Telefone: (86) 3221 3479 e 3221 5001
Fax: (86) 3226 8361
e-mail: governador@pi.gov.br
sábado, 22 de novembro de 2008
Máximas do maio francês
Eis algumas frases pinchadas por toda a França no maio de 68:
“Cristo está morto. Marx está morto. Eu não me sinto muito bem.”
'Não fazemos outra coisa.
Impossível é o pão em cada boca.
Uma justiça de olhos lúcidos.
Um encontro com a fonte no fim do dia.
Sejamos realistas. Exijamos o impossível'
"A imaginação no poder"
"É proibido proibir"
"A barricada fecha a rua. Mas abre o caminho"
"As paredes têm ouvidos. Seus ouvidos têm paredes"
"A mercadoria é o ópio do povo"
"Trabalhadores do país, divirtam-se"
"Abolição da sociedade de classes"
"Criemos o comitê dos sonhos"
O patrão precisa de ti, tu não precisas do patrão"
"Professores, vocês nos fazem envelhecer"
"Quanto mais eu faço amor, mais tenho vontade de fazer a revolução. Quanto mais faço a revolução, mais tenho vontade de fazer amor"
"Proibido não colar cartazes"
"Abaixo a sociedade de consumo"
"A novidade é revolucionária, a verdade, também"
"A arte está morta, não consumamos o seu cadáver"
Milionários de todos os países, unam-se, o vento está mudando"
"Não tomem o elevador, tomem o poder"
sábado, 8 de novembro de 2008
- ...
“Façamos o seguinte:
Cala sua boca e eu serei
Seu eterno ouvinte.”
Cineas Santos
...
Ele faria algo, eu sabia...
...
- Mano...
...Segurou-me a mão...
- Espera, pequeno...
...
... Não estava agressivo... Tive medo...
...
- O que...
- O pôr-do-sol... O pôr-do-sol de Teresina, pequeno... É massa... Massa por demais...
...
Alegre, ele sorria... Uma alegria reservada, talvez... Um sorriso pequeno, talvez quase sábio... Eu sentia...
- Tem medo, não é mesmo?
...
- É...
Olhou-me olho por olho para que o fiapo de silêncio dissesse:
“Não eu.”
E voltou-se para o que restava de sol...
...
- Vai fugir... de novo?
- Não..., vou sonhar, eu acho.
Fingi que entendi.
...
-... É sobre aquilo lá... De mudar... Não é?
...
... Si... lên... ci... o...
- Mano, a mãe disse que não dá em nada...
...
Eu não entendia, definitivamente.
...
Ele faria algo, eu sabia.
...
No rio, a lavadeira cantava... A moça brincava na roda... Um moço dedicado dedilhava o violão... E... Nós...
- Olha só, pequeno... Só olha...
Olhei... Mirei... Remirei... Observei...
...
“Eu. Tu. Ele. Ela. Nós...”.
– ..., eu, sem uma palavra sequer, disse o que precisava, pois há coisas que as palavras não abarcam mais.
E então ele me compreendeu. E eu o compreendi... Finalmente nos entendemos, no silêncio.
No silêncio entendi o que é a vida que ainda não é nossa... E ele faria algo, eu sabia e já estava pronto para ir junto.
...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
ENADE - UM ATAQUE À EDUCAÇÃO
1- Em suas 40 questões o ENADE não é capaz de analisar os 4 a 6 anos de curso superior repletos de assuntos, provas, trabalhos, palestras, monografias, etc. Está longe de sintetizar na prova o que o aluno estudou.
2. Os cursos que tirarem as notas menores perdem verbas quando são exatamente eles que, por não terem investimento o bastante, precisam de mais verbas e por isso tiram esta nota.
3. A prova do ENADE é nacional e padronizada, logo não se respeita a diversidade Econômica, social e cultural de cada região.
4. Como se não bastasse, alunos estão sendo forçados a fazer cursinhos. Ora, se a prova é para avaliação do curso para quê então cursinhos? Para mascarar as deficiências!
Sua nota no ENADE não vai para o seu histórico escolar;
não será divulgada nem para a universidade e só você receberá a ela;
o governo promete bolsas, mas, no ano passado, por exemplo, ofereceu apenas 20 bolsas para todo o país;
a lei não proíbe o boicote, mas obriga o aluno à comparecer à prova.
O boicote ao ENADE por si só não prejudica seu curso: segundo o art 10 da lei 10.861/04 há todo um procedimento a ser adotado para as instituições mal avaliadas no ENADE e nos demais instrumentos de avaliação previstos no SINAES.
COMO BOICOTAR ESTA BAIXARIA:
1- Confira na sua faculdade se você foi selecionado para realizar a prova.
2- compareça pontualmente ao local da prova do dia 9 de novembro.
3- assine a lista de presença
4- entregue a prova em branco ou com o adesivo da campanha.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
UNE degenerada
Eis:
Abre aspas: "Este documentário foi apresentado aos estudantes na UFPI no boicote à UNE. Se deseja saber mais sobre o que aconteceu neste dia, abaixo há um artigo".
Até.
domingo, 12 de outubro de 2008
Da traição da UNE e o reerguimento do movimento estudantil no Piauí


No decorrer do dia (10) a chegada da União Nacional dos Estudantes (UNE) no Piauí foi marcado por intensos protestos de estudantes contra a entidade. Cartazes, palavras-de-ordem, vídeos que denunciam a corrupção na UNE, debates, panfletos além da disposição de outros estudantes em ouvir os protestantes deram uma cor muito forte e especial ao movimento e um fracasso na programação da entidade criticada. “A UNE não apoiou as mais de 20 ocupações de reitorias promovidas por estudantes de todo o país, traiu a causa estudantil”, exclamou João, secundarista da CONLUTE-PI (Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes do Piauí). “Ela se tornou órgão do governo, por que é ele que manda as verbas para a UNE, constrói sede, patrocina projetos como esse que ela vem nos mostrar e sabemos: quem paga manda”, afirmou o grupo Cajuína (Grupo de alunos de direito da UFPI em defesa das causas sociais)que acrescentou: “Nós defendemos um movimento estudantil independente de qualquer governo. Fora UNE que não mais nos representa!”.

Os estudantes também protestaram contra planos de reformas da Educação do governo federal, tais planos apoiados pela entidade negada pelos estudantes piauienses. “O governo quer dobrar o número de estudantes nas universidades públicas e isso é bom só que o projeto não prevê um centavo a mais para a universidade, quer dizer, vai crescer bastante a quantidade de estudantes sem crescer as estruturas da universidade o que ocasionará o sucateamento da educação universitária”, disseram em protesto enquanto a União Nacional dos Estudantes oferecia um espetáculo de circo a quem passasse por perto. “O governo paga a faculdade particular para o aluno estudar enquanto o custo de manter esse aluno manteria 3 numa universidade pública”, concluíram.
O encerramento deixou uma certeza aos presentes: o exemplo piauiense não está isolado, ao contrário, isso acontesse em todo o país ao ponto em que a UNE não consegue entrar em parte das universidades dado a revolta dos estudantes em relação às traições da entidade ao movimento estudantil.
E que venha, então, o Congresso Nacional e muitas outras vitórias para nós, os estudantes.
J.P. da CONLUTE-PI
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Precisamos ou não de uma nova entidade estudantil?
Decadência e governismo da UNE impõe o debate sobre uma nova alternativa. Para que a Frente de Luta seja vitoriosa, ela não pode se restringir a ser um espaço superestrutural, muito menos um acordo entre correntes
| Daniel Pereira dos Santos de São Paulo (SP) |
• A subida de Lula ao poder e a transformação da UNE numa entidade chapa-branca do governo abriu uma dura polêmica e dividiu águas na esquerda do movimento estudantil brasileiro. De um lado, ficaram aqueles que ainda acreditavam na disputa de seus rumos. Do outro, os que abriram um novo caminho e formaram a Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes (Conlute).
Hoje, já não existe a polêmica sobre a possibilidade de resgatar a UNE para as lutas. Até mesmo os setores moderados do PSOL, como o Movimento de Esquerda Socialista (MES) e a Ação Popular Socialista (APS), não sustentam mais esse discurso. Não era para menos. Após sucessivos congressos, a UNE se tornou cada vez mais governista, burocrática e com uma hegemonia esmagadora do PCdoB e seus aliados. A vice-presidência da entidade que estava nas mãos da “esquerda” petista passou para a Articulação, corrente de Lula, Zé Dirceu e companhia. O PSOL, que tinha dois cargos na Executiva, atualmente tem apenas um.
Entre os estudantes das universidades públicas e também das particulares, a UNE é repudiada em todas as lutas ou simplesmente não é reconhecida. Foi assim na vitoriosa ocupação da USP, que derrotou os decretos do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas ocupações de reitorias que se alastraram por todo país nas universidades federais contra o Reuni de Lula e nas mobilizações contra as reformas curriculares na PUC-SP e na Fundação Santo André.
A UNE passou para o outro lado
Nesse processo, a UNE não passou de um aparato do Ministério da Educação a serviço da reforma universitária do Banco Mundial. No auge da luta contra o Reuni, sua presidente tentou desmoralizar as ocupações declarando que se tratava de um movimento elitista contra a democratização das universidades federais. Mais do que isso. Os diretores da UNE se transformaram literalmente em seguranças das reitorias e se enfrentaram fisicamente com os estudantes que lutavam nos conselhos universitários. A UNE não sumiu das lutas. Na verdade, se colocou do outro lado da trincheira. Juntou-se ao governo Lula, às reitorias e dividiu tarefas com a Polícia Federal.
A degeneração e inutilidade da UNE para as lutas é um fato demonstrado pela realidade, que não desperta maiores debates. Somente o PCdoB poderia dizer o contrário. A UNE, cada vez mais institucionalizada, foi cooptada não somente pelo atual governo, como também pelo Estado e pelo regime. Nem mesmo contra Serra, nome forte do PSDB para as eleições de 2010, a UNE foi capaz de se movimentar.
No entanto, o PSOL continua sustentando essa entidade, usando o pobre e o último argumento de ser a UNE uma “entidade histórica”. Se assim fosse os estudantes estariam condenados a ser eternos prisioneiros de um passado distante e veriam ruir diante de si a universidade pública.
A Frente de Luta e a nova entidade
Não por acaso, surgiu no final de 2006 a Frente de Luta Contra a Reforma Universitária com o objetivo de reunir CAs, DCEs e Executivas de Curso para barrar os ataques do governo e lutar em defesa da universidade pública. A Frente, logo de início, ganhou a simpatia e a adesão do conjunto do ativismo e cumpriu um papel muito progressivo de unificar a oposição de esquerda ao governo Lula. A Conlute teve um papel protagonista no lançamento da Frente e seguirá não medindo esforços nesse sentido.
Mas para que a Frente de Luta seja vitoriosa em sua empreitada, ela não pode se restringir a um espaço superestrutural, muito menos um acordo entre correntes. A Frente deve se fortalecer através da construção de comitês de base, ampliar sua audiência com materiais periódicos, construir um site, congregar um número ainda amplo de entidades, enfim, tornar-se cada vez mais orgânica.
Os companheiros do PSOL, pelo menos nas palavras, dizem ter acordo com essas propostas. Então, fazemos a seguinte pergunta: o que é a Frente, senão o embrião de uma nova entidade estudantil?
Essa é uma justa expectativa de grande parte das entidades e dos ativistas do movimento. A Executiva Nacional dos Estudantes de Letras (ExNEL) deliberou em seu último encontro uma posição favorável a essa política e fez uma carta chamando o conjunto dos estudantes a se somarem nessa tarefa.
Além da ExNEL, as executivas de Pedagogia e Geografia também já romperam com a UNE. A histórica Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) aponta no mesmo sentido e já orientou a ruptura para as suas escolas.
Fica cada vez mais evidente que a construção de uma nova entidade representativa é uma necessidade do movimento e que, através dela, poderá se derrotar o governo Lula e seu projeto privatizante. As tentativas de maquiar o cadáver da UNE desperdiçam tempo e energia, que poderiam ser canalizadas para construção do novo.
O desafio agora é reconstruir a unidade de todos os lutadores e fundar uma nova entidade nacional capaz de responder a altura os novos tempos, independente do governo e das reitorias e tenha a democracia interna e a aliança com os trabalhadores como seus princípios. Nessa luta os companheiros do PSOL são parte fundamental.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Manifestos artísticos
1. Hip hop Mandacaru
Aqui se parte de uma analogia: A música eletrônica é uma espécie de batuque africano moderno e o hip hop se assemelha aos repentistas.
A proposta-piloto é bem simples mas pode abrir muitas portas: Fundir as duas vertentes, o repente e o hip hop. Os tropicalistas propunham a fusão assim como nós. A fusão da música popular com a clássica, a fusão do baião com roque etc. Partimos dessa idéia de mesclagem.
I- As estrutura das composições especialmente são muito diferentes, as técnicas nas letras e suas formas se diferem radicalmente. então, no hip hop mandacaru, as formas das letras do repente serão absorvidos completamente num descarado ato antropofágico.
II- Propomos uma fusão na forma de cantar do hip hop com o do cantor de repente, o que pode parecer radical. Não uma forma se impondo a outra mas uma mesclagem mesmo que sutil na forma de entoar as palavras, terminar estrofes e versos, estender as vogas das rimas, etc.
III- Como dissemos antes, a forma tem que dar suporte a mensagem proposta. Não queremos alterar a visão crítica do hip hop, o que acreditamos ser o seu princípio básico. Mas há detalhes nas músicas do repente que devem ser absorvidos; por exempo: Para passar uma mensagem o repente ofrereçe mais situações e imagens. Reinvidicamos isso também.
IV- As propostas anteriores são riquíssimas se aprofundássemos em cada uma delas só que não queremos dar o bê a bá mas estimular pesquisas e novas idéias para que o Hip hop mandacaru seja mais característico, mais ele, original.
Poesia-manifesto
Essa proposta está realmente no principio e há, em resumo, três característica básicas: a) É uma poesia para ser recitada em voz alta em praças, elevadores, colégios, protestos, recitais etc; b) Se apropria da lingüagem planfetária; c) Mensagem política clara, ritmo fluente.
Poesia-síntese
Há debates constantes sobre o que é poesia. Poesia é canto ou palavra? Nós respondemos a isso: poesia é mensagem. Partimos desse princípio. Para valorizar o que é a poesia devalorizamos o que dizem que é a poesia, ou seja, desvalorizamos a palavra e o canto.
1. negamos o adjetivo. dar qualidades desvirtuam a função da mensagem.
2. Usa-se apóstrafo pra minimizar a palavra. Ex: " 'Stá a minh'alma no espetá'co deste séc'lo."
3. Abreviações e siglas. Ex: "Vs maria vs joão vs sofia vs josé vs você vs eu vs eu..."
4. As pa-lavras são quebradas buscando enrriquecer as interpretações da poesia.
5. O uso do silêncio, da palsa e de sinais que não dão idéias sonoras.
6. Negamos a repetição de palavras. Se uma palavra não precisa estar no poema então ela não estará. Queremos escrito o básico do básico. Que certas palavras, por inúlteis, sejam apagadas.
7. A poesia não tem o seu começo. Quando começamos a lê-la sabemos que o início dela não está lá, fora arrancado do poema. Isso faz com que o leitor tente descobrir o princípio do mesmo (princípio aqui está em dois sentidos: a) o início da poesia b) suas idéias) fazendo, assim, com que o próprio leitor seja o autor de parte do poema que se está lendo.
8. A poesia não é algo em si mesma; antes, ela é parte de um organismo vivo, parte de um ecossistema: o livro. O livro é o seu hábitat natural. Uma poesia interage com as outras negando-as, afirmando-as, completando-as, descultindo, destruindo etc. A poesia tem noção de onde está.
9. O título não é enfeite. rompemos com essa idéia de título para que ele ganhe vida. Que o título seja o poema ou parte dele ou uma contradição dele; que o título possa ser sem palavras, só com sinais.
10. substituir palavras por simbolos. Ex: "Nada" a + ... E DEPOIS ... + " "
11. Usar palavras atuais e atualizadas que estão no prazo de validade.
12. Colocar na poesia palavras que dão a mesma idéias ou que provocam imagens parecidas etc. Ex: "Ponto final! Xeque-mate! Bingo!"
13. Poesia com sentídos múltiplos que se completam.
Fim.
Considerações: 1-O último manifesto está bem desenvolvido o que não significa que não deve ser aprimorado. 2-Temos que enrriquecê-los. 3-Qualquer proposta, qualquer consideração sobre o que é proposto é bem vindo. 4-esta postagem será atualizado a cada nova idéia introduzida nesses manifestos. 5. lembramos mais uma vez que essas propostas estéticas estão a serviço da arte engajada. Não queremos só revolucionar a arte queremos revolucionar todo o sitema, todos os valores, queremos mudar o que jugamos preciso.
Eis duas poesias-síntese:
À vista
:
vendovocecompra
Efeito e causa
E se
Não(-)mudo
mudo.
Obrigado.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A nossa pseudo-democracia
Oi! Este texto é um pouco largo mas possue informações interessantíssimas.
Boa leitura.
A cada dois anos celebramos o nosso direito a voto; o nosso poder de decisão; escolhemos aqueles que darão um norte a nossas vidas sofridas; é direito e obrigação cidadãos, etc... Na verdade, as afirmações anteriores são um mero engano. Essa democracia não passa de uma grande farsa.
Para defender a tal “idéia democrática”, há inúmeras propagandas belíssimas e convincentes de órgãos do governo e da justiça eleitoral, mas muito nos é escondido. Não se diz nessas propagandas oficiais que os grandes candidatos recebem milhões em dinheiro de empresas num jogo concorrido de troca-troca: O grupo empresarial investe no político para que, caso seja eleito, ele possa garantir obras, favores e facilidades à empresa que nele investiu. Não é à toa que a maioria delas são empreiteiras especializada na construção de pontes e estradas. O grupo HSBC, nas eleições de 2006 para presidente, investiu milhões tanto em Lula como em Geraldo. Essa é a prova de que não há ideologia em jogo, há negócios. O candidato que recebe mais tem condições de pagar pela melhor estratégia de marketing e, veja só, na sua maioria esmagadora vence. E como o político depende do investimento para eleger-se aprova projetos a favor de quem nele investiu e não defende, como promete, o povo. Por exemplo, não aprova leis que aumente e aperfeiçoe os direitos trabalistas como redução da carga horária de trabalho e um salário mínimo decente pois isso traria prejuízos no lucro dos empresários.
Esta ilusão de democracia serve para que o povo acredite que sua vida vai mudar e que há alguém que o represente e, então, o mesmo fica passivo dando condições para que a elite prospere e oprima. Quando se chega ao ponto em que a população está bastante insatisfeita com o sistema e há crise (política e/ou financeira) os mesmos poderosos apóiam um candidato que “representa o povo”, que “se originou dele e sofreu com e por ele”, que "é o novo", ou seja, um populista. Apesar das afinidades com os oprimidos ele não os representa, pois do contrário não teria o almejado “patrocínio” já que reais mudanças para a classe desfavorecida acarretam prejuízos aos mais favorecidos. A América inteira já vive isso: É um índio na Bolívia e uma mulher na Argentina; é um padre “oriundo de causas sociais” no Paraguai e um “defensor do socialismo” na Venezuela; ou um ex-miserável nordestino e “grande” líder sindical histórico no Brasil, etc. Os EUA vive, agora, essa situação. Os dois pré-candidatos do Partido Democrata eram uma mulher e um negro, dois grupos sociais historicamente oprimidos. Obama saiu na frente, no entanto os Republicanos, cientes dessa tática, colocaram como candidata a vice à Casa Branca de seu partido uma mulher. Se ao longo dos anos seguintes a manobra não funcionar significa que com o tempo o povo percebeu que aqueles que pareciam ser iguais a ele na verdade eram iguais ou piores que os políticos tradicionais (farinhas do mesmo saco) e, logo, em boa parte dos países originam-se ditaduras para evitar e reprimir qualquer levante popular.
Mas a farsa não pára no parágrafo anterior. Nas ruas, os estudantes são espancados e presos em protesto protestos pacíficos por policiais que nunca estão identificados e logo se torna quase impossível denunciá-los. Tal atitude fere não só o direito democrático de ir e vir, mas ,também, de protesto. Semanalmente há atentados aos trabalhadores que exercem as greves - outro direito democrático. E vale tudo: Desde a demissão em massa, conseguir apoio na justiça para decretar arbitrariamente a ilegalidade da greve e do sindicato, multas exageradas, ameaças, repressão policial à greve, atentados. E houve um caso no Piauí curioso (triste e lamentável) onde um dos líderes da greve dos ferroviários teve sua conta bancária anulada, quer dizer, não poderia fazer empréstimos ou sacar o seguro desemprego ou, ainda, receber o último salário já que fora demitido. Só este último caso derruba a idéia de que vivemos um estado de direito, de liberdades individuais, e o direito a não morrer de fome por falta de dinheiro. A mídia encoberta esses fatos, coloca a população contra parte dela mesma representada por estudantes e trabalhadores que lutam pelo povo, ridiculariza as ações populares e apóia os empresários sendo os próprios donos dos jornais empresários e patrocinados por outras empresas inclusive por aquelas onde os trabalhadores estão em greve.
Dito isso, resta-nos uma pergunta: Por que não muda? 1) Os empresários ameaçam os parlamentares se acaso pensarem um projeto que altere essa lógica já que só teriam a perder se não mantivessem suas influências; 2) Os políticos profissionais não desejam a mudança, pois o investimento empresarial lhes dá vantagens sobre outros candidatos e assim podem parasitar no poder; 3) Ainda não há interesse da população por mudança, ela está iludida.
Neste contexto, Há, aparentemente, duas soluções: O povo vai às ruas na tentativa de forçar reformas no sistema ciente de que haverá duras repressões e possivelmente uma ditadura para controlá-los ou se for, por um acaso, vitoriosa a elite espera a população se acalmar para novamente reeditar as leis a seu favor. A segunda opção é a extinção daqueles que nos enganam através de uma mudança radical e necessária do sistema para que surja daí uma democracia do povo e uma sociedade igualitária, onde esse mesmo povo seja a classe dominante. Traduzindo e resumindo a questão: Funda-se o socialismo.
Nenhuma mudança ocorrerá sem luta. Você ainda é livre para escolher o seu lado. LUTE!
Ps: Acho que o próximo texto será sobre a felicidade ou sobre o motivos de caminharmos para uma ditadura.
domingo, 31 de agosto de 2008
Um ruim por outros belos
1.
De tanto amar,
agora,
amargo.
2.
Façamos o seguinte
Cale sua boca e eu serei
seu eterno ouvinte.
3.
Sem você eu viveria, sim,
mas seria eu sem mim.
PS: Não me lembro agora do nome do livro, mas é da editora Bagaço. Até.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Este texto é do Cineas. Colocquei pensando que alguém pode ajudá-lo nem que seja divulgando.
Consta que, no Piauí, houve um governador – o nome não me ocorre agora - que não podia dormir sem que isso acarretasse despesas extras para os contribuintes.O homem, atestam alguns, sofria de megalomania galopante. Mal madornava, já sonhava com projetos faraônicos, que seriam risíveis não sangrassem as burras do Estado.Eram iniciativas mirabolantes: navios para navegar rios secos, máquinas de arrancar toco, hortas em telhados, caiação de asfalto ou elevados ligando a prepotência ao populismo desenfreado. Mas deixemos isso ao julgamento da história, que o objeto dessa arenga é outro.
Peço permissão aos meus três leitores para relatar um sonho, nada grandioso, mas, ainda assim, capaz de gerar conseqüências. Noite dessas, sonhei que atirava uma pedra com um prosaico bodoque (alguém aí ainda se lembra disso?) e derrubava um gavião que planava livre nas alturas. Sonho tolo, politicamente incorreto e improvável: as poucas vezes em que atirei pedras com bodoque, que nós chamávamos “badogue”, o máximo que consegui foi acertar o dedão da mão direita, experiência bastante dolorosa. Ao acordar, me dei conta de que faz uns cinqüenta anos que não vejo um bodoque. Naquela madrugada não consegui mais dormir pensando nos badulaques, brinquedos, brincadeiras e práticas que, em menos de meio século, saíram de circulação. Foi aí que me ocorreu a idéia de arrebanhar o maior número possível de parceiros e criar o MUSEU DA CRIANÇA PIAUIENSE. Na manhã seguinte, disparei telefonemas em todas as direções e a idéia começou a ganhar corpo.
Paulo José Cunha, mestre Santana, João Cláudio, Zózimo Tavares, Cláudia Brandão, Isabel Cardoso, Biá, Amaral, Gabriel, Graça Vilhena, Edivaldo Nunes e todos os companheiros do projeto “ A Cara Alegre do Piauí” foram acionados em tempo recorde. Para nós, o Museu passou a ser prioridade. O alcaide Sílvio Mendes comprometeu-se a apoiar o projeto, independentemente do resultado da eleição.
O MUSEU DA CRIANÇA não será, como pode parecer à primeira vista, um simples depósito de brinquedos antigos ou bugigangas imprestáveis. Será algo vivo, dinâmico, vibrante e interativo. A molecada terá acesso não apenas aos brinquedos, mas às práticas, aos costumes e tradições das crianças do Piauí, da alimentação às mezinhas, passando pelas cantigas de roda, histórias de trancoso e tudo mais. O espaço será equipado com uma biblioteca temática: livros sobre o lúdico. Colocaremos à disposição de professores e alunos de Teresina toda a bibliografia disponível sobre o assunto. No espaço haverá também lugar para oficinas, cursos, práticas recreativas e, principalmente, brincadeiras, muitas brincadeiras.
Irmãos e irmãzinhas, está lançada a idéia. Quem tiver, em casa, algum brinquedo antigo, quem souber a letra de uma cantiga de roda, quem tiver disposição para ajudar que se credencie. O Museu terá o tamanho da nossa disposição para realizá-lo. Será a nossa contribuição para que essa geração, que dorme e acorda mergulhada nas salas de bate-papo , nos vídeo games, nos jogos eletrônicos, tome conhecimento de uma época em que brincar não era necessariamente sinônimo de consumir. Mãos à obra, irmãos.
Cineas Santos
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
"Deus, deus, somos todos ateus." - Renato Russo
- Mas na hora do desespero todo mundo se ajoelha e reza.
Crer em deus quem não é forte e não crer em si... A prova é que pessoas que crêem nele e passam por uma barra séria, em muitos casos, também deixam de crer. O inverso ocorre, em resumo. Deus surgiu para explicar coisas antes - e muitas ainda hoje - não explicáveis, como doenças, fenômenos naturas que amedrontavam (eclípse, por exemplo). Deus é invenção do homem e não o homem invenção de deus. Se algo não tem explicação não significa que é ela não é explicável.
Suponhamos que deus exista: O homem sofre e sente dor; deus é supremo. Sendo deus supremo , perfeito, não possui nossas fraquezas e fragilidade. Está lá em cima longe do pecado e outros males. Deus não sente o que sentimos, não sofre do que sofremos, deus é perfeito e supremo, a visão que dever ser imitada. Já que deus não fofre de nossa dor e não é frágil como nós não é capaz de nos compreender e logo não é capaz de nos jugar.
E você reza, mas o avião cai do mesmo jeito.
Só a ciência provaria a existência de deus.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
TEXTO-BOSTA
Eis:
Hoje, 14 do 6..., é meu aníversário. Meu amigos me visitaram e lambramos o passado {já me sinto um velho}, rimos e rimamos, mas acontece que eu estava triste, triste o bastante... { aqui interrompo o texto para lembrar-vos ou ensinar a quem tem uma mente menos fechada que a tristeza não é depressão, nós, como a qualquer outro sentimento, temos o direito de senti-la.}
- mas no dia do aniversário?
Ora, você que escolhe o ano novo, o natal e o carnaval p'ra ser feliz não sabe mesmo o que é a felicidade.
Não marco mês p'r'o carnaval, nem dia p'ra felicidade ou hora para um riso. Estava e estou triste, não o nego.
Mas deixemos a merda da filosofia que o que quero dizer é: -"Queria muito dar de presente p'ra voces não um sorriso da boca p'ra fora mas a minha tristeza; hoje seria esse um presente sincero".
Eis-me triste.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Promoção: 2 em 1
A culinária haitiana está mais rica: o povo {os 80% da população que estão na miséria absoluta} alimenta-se de bolachas de barro com sal. Desemprego, alta dos alimentos e multinacionais que, além de acorrentar os funcionários, não pagam o já mesquinho salário mínimo por 15 horas de trabalho diário são alguns elementos presentes nesse país de bela história {foram, por exemplo, os primeiros a abolir a escravidão}.
A um mês o povo desiludido se colocou nas ruas, derrubou o presidente que nem ao menos sabia falar a língua haitiana, invadiu o palácio do governo derrubando grades e portões e… Tanto o povo ficou espantado e desorientado com a própria força quanto o exército brasileiro fez dura repressão em nome "de uma paz" que "sem voz é", na verdade, "medo".
O que diria Machado de Assis?
No dia das mães deste ano estava em crise: “A família é um {mau} negócio?” Todos sabem ou fingem que não sabem que “antes” o casal tinha filhos na tentativa de garantir uma velhice mais segura. “Hoje” mulheres apanham do marido e não se separam por que ela não pode sobreviver sem ele, há casamentos interesseiros; casais que não se amam, mas que separados tudo seria mais difícil... “E será que também não vou escapar?” Pensei e expandi o pensamento para antes do casamento, pensei no forró do karatê; pensei que sexualmente as coisas seriam mais fáceis com uma BMW e uma nota de 50 mesmo que seja só possa usar para comprar um sorvete de 1 real para a garota dos sonhos.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
!SALIPI! - Só não vai quem não sabe viver!
Entrada 0800, entrada chamada a cobrar, entrada di grátis.
Comprei um caléndário com poesia, blusa com poesia, folheto com poesia.
Muito massa. Irei todos os dias {tudo isso aconteceu em 2} e quem sabe encontro o amor da minha vida lá.
Vá, compre um livro, leia e me empreste.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Mania brasileira dizer que...
É claro que não:
Quilombo dos palmares
insurreição pernambucana
inconfidência baiana
a revlução pernambucana,
confideração do equador,
A cabanagem,
a sabinada,
balaiada,
revolução praeira,
revolta de canudos e a revolta da chibata,
a batalha do jenipapo,
a passeata dos 100 mil...
E só escrevi ulgumas revoltas e revoluções do meu povo brasileiro.
Apenas 500 anos de história e um currículo de dar inveja, afinal, um país que tem Machado de Assis não tem como dar errado.
sábado, 24 de maio de 2008
Encontro e reencontro de um jovem-velho com um velho-jovem.
22 de maio
O verso acima é único que ainda me recordo do primeiro poema que devorei. Nesse primeiro contato com a poesia pensei {sem vacilo}: “É isso. Eu quero isso”. Passou-se 5 lerdos anos e ainda não me fiz poeta por desesperança {apesar de pesquisar sempre} e por excesso de destalento.
Lembrei-me disso porque morreu agora a pouco meu poeta preferido. Morreu aqui perto da minha casa e não o conheci e não o reconheci quando saía do hospital. Somente pela internet é que dei conta da minha covardia imensa diante da morte, mas-entretanto-contudo-todavia, ele, felizmente, será enterrado no cemitério que sempre visito.
H. Dobal.
Sei que ser candidato a poeta nessa terra que ele tanto cantou não é para amadores: Uma geração tem, por karma, que superar a outra ou do contrário ela nunca existirá e ele fora até 3 horas e 48 minutos atrás o nosso maior nome poético vivo. Quem aqui o conhece, o reconhece?
Não conheço muitos que digam um sim seguro.
Ponto final. Já chega. Fim. The end. Xeque mate. Nada resta a dizer. Nada. Eis aí 3 poemas desse mostro das palavras.
O fugitivo
João Ramos
Não esperou o júri
Apalavrado por absorvê-lo.
Preferiu partir
Numa fuga segura.
Pensou, falou:
Deus é grande
Mas o mato é maior.
Fazenda
São trinta cabeças
De gado cabrum.
Criação miúda
Sem qualquer ciência.
Somente o chiqueiro
Defesa noturna
Que bem cedo aberto
O dia lhes dá.
Rústicas a vida
De qualquer maneira
Sabem extrair.
Mas vem da morte
sua serventia
o couro e a carne para o homem
mais pobre do que elas
A justiça
A máquina morosa,
mas implacável,
tomou as terras
de João Vieira,
pobre diabo,
que só tinha por si
o direito.
23 de maio
O corpo do poeta passou direto num carro de bombeiro. Os carros que o seguiam abrigavam outros gênios como Cineas Santos, amigo íntimo do corpo que passava.
Chovia. Recordei a idéia da frase de Machado de Assis no Memórias Póstumas de Brás Cubas: - "Vejam, Até a natureza chora sua partida".
Pensei, logo depois, já que só havia carros de amigos e parentes o seguindo, que ser poeta numa nação cheia de desleitores deve de ser uma merda... Mas a fé é grande e como fezes se faz estrume e do estrume nasce a rosa do jardim daqui de casa, faremos o seguinte: Esqueceremos alto-ajuda e Paulo coelho que nada servem e passaremos a ler e valorizar os grandes dessa terra.
E, enfim, o fim.
{em off:[a esperança é a última que morre: antes, ela faz o favor de torturar e matar o resto.]}
O Sabido
Godofredo Boavista
Tinha todos os cursos
Da escola da vida.
Sabia tudo. Dizia:
- Mais sabido do que eu
É desonesto.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Piauí - estado que tem estado em estado de possibilidades

sexta-feira, 16 de maio de 2008
Sem título
Alguém sem nome
Sem rosto
Sem gosto
Anuncia a luta
A condição
A posição
que viveria e amaria
se alguém visse
Se alguém ouvisse
Se ele - um covarde - falasse
segunda-feira, 12 de maio de 2008
sobre o título e dois dedos de prosa
agora o texto:
Estavam pai e filho ouvindo violão instrumental no carro com vidros fechados, escuros e ar condicionado... só que isso não interessa, só a partir do próximo parágrafo, acho.
Conversávamos sobre algo comum política“mente”: o “prometeu não fez” no caso de Lula. A reclamação era a falta de reforma agrária.
Falta mesmo: 2% dos proprietários de terra possuem 50% das terras do Brasil - Pulta merda! – e a solução, se houver, virá, numa visão otimista, no século XXII ou XXIII e o motivo é mui simples: como ela ocorrerá se uma parcela considerável de donos de terra são deputados, senadores, ministros, prefeitos de cidades pequenas, governadores e etc, etc, etc? E acabo aqui citando apenas dois: o vice-presidente da república federativa do Brasil, José de Alencar, é somente um dos maiores latifundiários de toda a América Latina {pouco?}; José Sarnei, ex-presidente, já tem uma piada com seu nome: Fica pulto da vida quando dizem que metade do Maranhão é dele e não falaram que era dono da outra metade.
enfim... Reforma agrária já… era!
...então bateu a tristeza que logo esqueci: estava dentro do meu carro ano 2006 e o mundo ficou lá fora.


