segunda-feira, 9 de junho de 2008

Promoção: 2 em 1

Ai de ti, Haiti

A culinária haitiana está mais rica: o povo {os 80% da população que estão na miséria absoluta} alimenta-se de bolachas de barro com sal. Desemprego, alta dos alimentos e multinacionais que, além de acorrentar os funcionários, não pagam o já mesquinho salário mínimo por 15 horas de trabalho diário são alguns elementos presentes nesse país de bela história {foram, por exemplo, os primeiros a abolir a escravidão}.

A um mês o povo desiludido se colocou nas ruas, derrubou o presidente que nem ao menos sabia falar a língua haitiana, invadiu o palácio do governo derrubando grades e portões e… Tanto o povo ficou espantado e desorientado com a própria força quanto o exército brasileiro fez dura repressão em nome "de uma paz" que "sem voz é", na verdade, "medo".
Sabemos – e o próprio exército reconhece isso – que saturar a ilha de soldados não mudará os rumos do país, só impedirá os haitianos de exercerem seu direito democrático de protesto e revolta. Enquanto isso há um plano do governo do Brasil, já em execução, para transformar suas terras em áreas para produção de etanol colocando em risco a produção de alimentos como o arroz, a batata e o feijão.


O que diria Machado de Assis?

No dia das mães deste ano estava em crise: “A família é um {mau} negócio?” Todos sabem ou fingem que não sabem que “antes” o casal tinha filhos na tentativa de garantir uma velhice mais segura. “Hoje” mulheres apanham do marido e não se separam por que ela não pode sobreviver sem ele, há casamentos interesseiros; casais que não se amam, mas que separados tudo seria mais difícil... “E será que também não vou escapar?” Pensei e expandi o pensamento para antes do casamento, pensei no forró do karatê; pensei que sexualmente as coisas seriam mais fáceis com uma BMW e uma nota de 50 mesmo que seja só possa usar para comprar um sorvete de 1 real para a garota dos sonhos.
Meio mal, fiz um poema horrível de presente para minha mãe; fiz não tanto por não poder comprar um urso de pelúcia ou uma caixa de bombom garoto, foi mais para ficar de bem com a consciência mesmo {não João, nem todos são interesseiros[as] e não somos mercadorias}. Queria fugir à “reflexão”.
Feito o aborto ou o poema, fui ao meu irmão e pedi que escrevesse seu nome junto ao meu para que a felicidade da mãe viesse dos dois filhos e aí eu estaria perdoado – "o mundo ainda ama!". Só que o muleque enfiou uma assinatura de superexecutivo-bem-sucedido sob o meu poema – aquelas assinaturas que estão nos contratos de empresas e muito distantes das letras nas cartas de amor, sabe. Nem leu o poema; escreveu e voltou para a televisão.
“O coitado tá precisando de umas duas doses de sentimunilina”, pensei, mas acho que o melhor mesmo é não pensar.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

!SALIPI! - Só não vai quem não sabe viver!

Nada mais nada menos que nada de sair do salão de mãos vazias: 7 livros comprados só no primeiro dia: A Tetralogia piauiense de Assis Brasil e Torquato Neto de Kenard Kruel, por exemplo. Bandas de todos os estilos, exposições, circo das letras, contadores de histórias, teatro, caricatura de escritores, contato direto com escritores, palestras interessantíssimas com escritores, debates agitadíssimos com escritores, livros de poesia, livros de contos, livros de crônicas, romances, Balé, comidas típicas, pessoas...

Entrada 0800, entrada chamada a cobrar, entrada di grátis.

Comprei um caléndário com poesia, blusa com poesia, folheto com poesia.

Muito massa. Irei todos os dias {tudo isso aconteceu em 2} e quem sabe encontro o amor da minha vida lá.

Vá, compre um livro, leia e me empreste.