quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mania brasileira dizer que...

"o brasileiro é acomodado", disse.

É claro que não:

Quilombo dos palmares
insurreição pernambucana
inconfidência baiana
a revlução pernambucana,
confideração do equador,
A cabanagem,
a sabinada,
balaiada,
revolução praeira,
revolta de canudos e a revolta da chibata,
a batalha do jenipapo,
a passeata dos 100 mil...

E só escrevi ulgumas revoltas e revoluções do meu povo brasileiro.

Apenas 500 anos de história e um currículo de dar inveja, afinal, um país que tem Machado de Assis não tem como dar errado.

sábado, 24 de maio de 2008

Encontro e reencontro de um jovem-velho com um velho-jovem.

"Acreditai, aquele menino, um dia, envelheceu de repente."

22 de maio

O verso acima é único que ainda me recordo do primeiro poema que devorei. Nesse primeiro contato com a poesia pensei {sem vacilo}: “É isso. Eu quero isso”. Passou-se 5 lerdos anos e ainda não me fiz poeta por desesperança {apesar de pesquisar sempre} e por excesso de destalento.

Lembrei-me disso porque morreu agora a pouco meu poeta preferido. Morreu aqui perto da minha casa e não o conheci e não o reconheci quando saía do hospital. Somente pela internet é que dei conta da minha covardia imensa diante da morte, mas-entretanto-contudo-todavia, ele, felizmente, será enterrado no cemitério que sempre visito.

H. Dobal.

Sei que ser candidato a poeta nessa terra que ele tanto cantou não é para amadores: Uma geração tem, por karma, que superar a outra ou do contrário ela nunca existirá e ele fora até 3 horas e 48 minutos atrás o nosso maior nome poético vivo. Quem aqui o conhece, o reconhece?
Não conheço muitos que digam um sim seguro.

Ponto final. Já chega. Fim. The end. Xeque mate. Nada resta a dizer. Nada. Eis aí 3 poemas desse mostro das palavras.

O fugitivo

João Ramos
Não esperou o júri
Apalavrado por absorvê-lo.

Preferiu partir
Numa fuga segura.
Pensou, falou:
Deus é grande
Mas o mato é maior.


Fazenda

São trinta cabeças
De gado cabrum.
Criação miúda
Sem qualquer ciência.
Somente o chiqueiro
Defesa noturna
Que bem cedo aberto
O dia lhes dá.

Rústicas a vida
De qualquer maneira
Sabem extrair.
Mas vem da morte
sua serventia
o couro e a carne para o homem
mais pobre do que elas

A justiça

A máquina morosa,
mas implacável,
tomou as terras
de João Vieira,
pobre diabo,
que só tinha por si
o direito.

23 de maio

O corpo do poeta passou direto num carro de bombeiro. Os carros que o seguiam abrigavam outros gênios como Cineas Santos, amigo íntimo do corpo que passava.
Chovia. Recordei a idéia da frase de Machado de Assis no Memórias Póstumas de Brás Cubas: - "Vejam, Até a natureza chora sua partida".

Pensei, logo depois, já que só havia carros de amigos e parentes o seguindo, que ser poeta numa nação cheia de desleitores deve de ser uma merda... Mas a fé é grande e como fezes se faz estrume e do estrume nasce a rosa do jardim daqui de casa, faremos o seguinte: Esqueceremos alto-ajuda e Paulo coelho que nada servem e passaremos a ler e valorizar os grandes dessa terra.
E, enfim, o fim.

{em off:[a esperança é a última que morre: antes, ela faz o favor de torturar e matar o resto.]}

O Sabido

Godofredo Boavista
Tinha todos os cursos
Da escola da vida.
Sabia tudo. Dizia:
- Mais sabido do que eu
É desonesto.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Piauí - estado que tem estado em estado de possibilidades








Havia, na França, uma cidadizinha decadente sem nenhum talento industrial {por estar muito distante de tudo}, mineral ou agrícola {solo acidentado e infértil}. Esta cidade estava desaparecendo e inchando as outras, então o goveno françês decidiu fazer um museu com centenas de réplicas {leia bem: réplicas!} de pinturas rupestres de outros pontos da nação. resultado: pouco tempo depois milhares de pessoas passaram a ir todo ano nesta cidade gerando milhares de empregos e fazendo circular milhões de dólares onde antes só havia abandono.

No meu Piauí, sem citar Sete Cicades, há o parque nacional Serra da Capivara com milhares {leiam bem: milhares!} de pinturas rupestres {e não são meras réplicas} em paredes; paredões rochosos em céu aberto, cavernas onde habitaram os ancentrais; o museu do homem americano, sem contar que o turismo ecológico é possível e que lá existe o mais antigo vestígio do homem nas américas.
Há, também, o delta do parnaíba - um dos 3 únicos a céu aberto existentes no mundo e o único das américas - possuidor de mais de 70 ilhas, muitas delas virgens, com lagos e lagoas, verdes, azuis e muitas dunas formando um cenário particular que atrai qualquer visitante.
E isso quer dizer, simplificando: Nós só não nos tornaremos ricos em pouco tempo se não o quizermos, pois motivos não nos faltam.
E simplificando ainda mais: Hoje, o turismo move o mundo, gera lucros exorbitantes onde é valorizado.
ps: não sei, não posso e não quero ser mais direto.
só peço que vote certo.
e se o eleito não faz, caia em cima
faça ele fazer melhor que essa rima.

Até.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

extra: tiveram coragem de falar que o maior produtor de soja do mundo é governador do Mato Grosso. Um dos lemas desse governador é: somos o governo da floresta. ah! e disse algo ainda mais interessante {ou irônico}: não é possível produzir mais sem desmatar mais. por isso surgiu esse poema aqui:


Sem título

Alguém sem nome
Sem rosto
Sem gosto

Anuncia a luta
A condição
A posição

que viveria e amaria
se alguém visse
Se alguém ouvisse
Se ele - um covarde - falasse

segunda-feira, 12 de maio de 2008

sobre o título e dois dedos de prosa

"Cacos, casos , cactos e coisas" é a tentativa frustrada - como será esse blog - de versar através d'um'aliteração: cacos é um fragmento do que somos; casos, o enrredo; cactos, o cenári'original e coisas ficou aí bestando - era p'ra ser uma ironia tipo os do pfl se chamarem democratas, mas faltou talento. E não se engane: não sou poeta, intelectual ou esperançoso que alguém leia só que preciso me sentir vivo, ou melhor: iludir a alma.

agora o texto:

Estavam pai e filho ouvindo violão instrumental no carro com vidros fechados, escuros e ar condicionado... só que isso não interessa, só a partir do próximo parágrafo, acho.
Conversávamos sobre algo comum política“mente”: o “prometeu não fez” no caso de Lula. A reclamação era a falta de reforma agrária.
Falta mesmo: 2% dos proprietários de terra possuem 50% das terras do Brasil - Pulta merda! – e a solução, se houver, virá, numa visão otimista, no século XXII ou XXIII e o motivo é mui simples: como ela ocorrerá se uma parcela considerável de donos de terra são deputados, senadores, ministros, prefeitos de cidades pequenas, governadores e etc, etc, etc? E acabo aqui citando apenas dois: o vice-presidente da república federativa do Brasil, José de Alencar, é somente um dos maiores latifundiários de toda a América Latina {pouco?}; José Sarnei, ex-presidente, já tem uma piada com seu nome: Fica pulto da vida quando dizem que metade do Maranhão é dele e não falaram que era dono da outra metade.

enfim... Reforma agrária já… era!

...então bateu a tristeza que logo esqueci: estava dentro do meu carro ano 2006 e o mundo ficou lá fora.