sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Manifestos artísticos
1. Hip hop Mandacaru
Aqui se parte de uma analogia: A música eletrônica é uma espécie de batuque africano moderno e o hip hop se assemelha aos repentistas.
A proposta-piloto é bem simples mas pode abrir muitas portas: Fundir as duas vertentes, o repente e o hip hop. Os tropicalistas propunham a fusão assim como nós. A fusão da música popular com a clássica, a fusão do baião com roque etc. Partimos dessa idéia de mesclagem.
I- As estrutura das composições especialmente são muito diferentes, as técnicas nas letras e suas formas se diferem radicalmente. então, no hip hop mandacaru, as formas das letras do repente serão absorvidos completamente num descarado ato antropofágico.
II- Propomos uma fusão na forma de cantar do hip hop com o do cantor de repente, o que pode parecer radical. Não uma forma se impondo a outra mas uma mesclagem mesmo que sutil na forma de entoar as palavras, terminar estrofes e versos, estender as vogas das rimas, etc.
III- Como dissemos antes, a forma tem que dar suporte a mensagem proposta. Não queremos alterar a visão crítica do hip hop, o que acreditamos ser o seu princípio básico. Mas há detalhes nas músicas do repente que devem ser absorvidos; por exempo: Para passar uma mensagem o repente ofrereçe mais situações e imagens. Reinvidicamos isso também.
IV- As propostas anteriores são riquíssimas se aprofundássemos em cada uma delas só que não queremos dar o bê a bá mas estimular pesquisas e novas idéias para que o Hip hop mandacaru seja mais característico, mais ele, original.
Poesia-manifesto
Essa proposta está realmente no principio e há, em resumo, três característica básicas: a) É uma poesia para ser recitada em voz alta em praças, elevadores, colégios, protestos, recitais etc; b) Se apropria da lingüagem planfetária; c) Mensagem política clara, ritmo fluente.
Poesia-síntese
Há debates constantes sobre o que é poesia. Poesia é canto ou palavra? Nós respondemos a isso: poesia é mensagem. Partimos desse princípio. Para valorizar o que é a poesia devalorizamos o que dizem que é a poesia, ou seja, desvalorizamos a palavra e o canto.
1. negamos o adjetivo. dar qualidades desvirtuam a função da mensagem.
2. Usa-se apóstrafo pra minimizar a palavra. Ex: " 'Stá a minh'alma no espetá'co deste séc'lo."
3. Abreviações e siglas. Ex: "Vs maria vs joão vs sofia vs josé vs você vs eu vs eu..."
4. As pa-lavras são quebradas buscando enrriquecer as interpretações da poesia.
5. O uso do silêncio, da palsa e de sinais que não dão idéias sonoras.
6. Negamos a repetição de palavras. Se uma palavra não precisa estar no poema então ela não estará. Queremos escrito o básico do básico. Que certas palavras, por inúlteis, sejam apagadas.
7. A poesia não tem o seu começo. Quando começamos a lê-la sabemos que o início dela não está lá, fora arrancado do poema. Isso faz com que o leitor tente descobrir o princípio do mesmo (princípio aqui está em dois sentidos: a) o início da poesia b) suas idéias) fazendo, assim, com que o próprio leitor seja o autor de parte do poema que se está lendo.
8. A poesia não é algo em si mesma; antes, ela é parte de um organismo vivo, parte de um ecossistema: o livro. O livro é o seu hábitat natural. Uma poesia interage com as outras negando-as, afirmando-as, completando-as, descultindo, destruindo etc. A poesia tem noção de onde está.
9. O título não é enfeite. rompemos com essa idéia de título para que ele ganhe vida. Que o título seja o poema ou parte dele ou uma contradição dele; que o título possa ser sem palavras, só com sinais.
10. substituir palavras por simbolos. Ex: "Nada" a + ... E DEPOIS ... + " "
11. Usar palavras atuais e atualizadas que estão no prazo de validade.
12. Colocar na poesia palavras que dão a mesma idéias ou que provocam imagens parecidas etc. Ex: "Ponto final! Xeque-mate! Bingo!"
13. Poesia com sentídos múltiplos que se completam.
Fim.
Considerações: 1-O último manifesto está bem desenvolvido o que não significa que não deve ser aprimorado. 2-Temos que enrriquecê-los. 3-Qualquer proposta, qualquer consideração sobre o que é proposto é bem vindo. 4-esta postagem será atualizado a cada nova idéia introduzida nesses manifestos. 5. lembramos mais uma vez que essas propostas estéticas estão a serviço da arte engajada. Não queremos só revolucionar a arte queremos revolucionar todo o sitema, todos os valores, queremos mudar o que jugamos preciso.
Eis duas poesias-síntese:
À vista
:
vendovocecompra
Efeito e causa
E se
Não(-)mudo
mudo.
Obrigado.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A nossa pseudo-democracia
Oi! Este texto é um pouco largo mas possue informações interessantíssimas.
Boa leitura.
A cada dois anos celebramos o nosso direito a voto; o nosso poder de decisão; escolhemos aqueles que darão um norte a nossas vidas sofridas; é direito e obrigação cidadãos, etc... Na verdade, as afirmações anteriores são um mero engano. Essa democracia não passa de uma grande farsa.
Para defender a tal “idéia democrática”, há inúmeras propagandas belíssimas e convincentes de órgãos do governo e da justiça eleitoral, mas muito nos é escondido. Não se diz nessas propagandas oficiais que os grandes candidatos recebem milhões em dinheiro de empresas num jogo concorrido de troca-troca: O grupo empresarial investe no político para que, caso seja eleito, ele possa garantir obras, favores e facilidades à empresa que nele investiu. Não é à toa que a maioria delas são empreiteiras especializada na construção de pontes e estradas. O grupo HSBC, nas eleições de 2006 para presidente, investiu milhões tanto em Lula como em Geraldo. Essa é a prova de que não há ideologia em jogo, há negócios. O candidato que recebe mais tem condições de pagar pela melhor estratégia de marketing e, veja só, na sua maioria esmagadora vence. E como o político depende do investimento para eleger-se aprova projetos a favor de quem nele investiu e não defende, como promete, o povo. Por exemplo, não aprova leis que aumente e aperfeiçoe os direitos trabalistas como redução da carga horária de trabalho e um salário mínimo decente pois isso traria prejuízos no lucro dos empresários.
Esta ilusão de democracia serve para que o povo acredite que sua vida vai mudar e que há alguém que o represente e, então, o mesmo fica passivo dando condições para que a elite prospere e oprima. Quando se chega ao ponto em que a população está bastante insatisfeita com o sistema e há crise (política e/ou financeira) os mesmos poderosos apóiam um candidato que “representa o povo”, que “se originou dele e sofreu com e por ele”, que "é o novo", ou seja, um populista. Apesar das afinidades com os oprimidos ele não os representa, pois do contrário não teria o almejado “patrocínio” já que reais mudanças para a classe desfavorecida acarretam prejuízos aos mais favorecidos. A América inteira já vive isso: É um índio na Bolívia e uma mulher na Argentina; é um padre “oriundo de causas sociais” no Paraguai e um “defensor do socialismo” na Venezuela; ou um ex-miserável nordestino e “grande” líder sindical histórico no Brasil, etc. Os EUA vive, agora, essa situação. Os dois pré-candidatos do Partido Democrata eram uma mulher e um negro, dois grupos sociais historicamente oprimidos. Obama saiu na frente, no entanto os Republicanos, cientes dessa tática, colocaram como candidata a vice à Casa Branca de seu partido uma mulher. Se ao longo dos anos seguintes a manobra não funcionar significa que com o tempo o povo percebeu que aqueles que pareciam ser iguais a ele na verdade eram iguais ou piores que os políticos tradicionais (farinhas do mesmo saco) e, logo, em boa parte dos países originam-se ditaduras para evitar e reprimir qualquer levante popular.
Mas a farsa não pára no parágrafo anterior. Nas ruas, os estudantes são espancados e presos em protesto protestos pacíficos por policiais que nunca estão identificados e logo se torna quase impossível denunciá-los. Tal atitude fere não só o direito democrático de ir e vir, mas ,também, de protesto. Semanalmente há atentados aos trabalhadores que exercem as greves - outro direito democrático. E vale tudo: Desde a demissão em massa, conseguir apoio na justiça para decretar arbitrariamente a ilegalidade da greve e do sindicato, multas exageradas, ameaças, repressão policial à greve, atentados. E houve um caso no Piauí curioso (triste e lamentável) onde um dos líderes da greve dos ferroviários teve sua conta bancária anulada, quer dizer, não poderia fazer empréstimos ou sacar o seguro desemprego ou, ainda, receber o último salário já que fora demitido. Só este último caso derruba a idéia de que vivemos um estado de direito, de liberdades individuais, e o direito a não morrer de fome por falta de dinheiro. A mídia encoberta esses fatos, coloca a população contra parte dela mesma representada por estudantes e trabalhadores que lutam pelo povo, ridiculariza as ações populares e apóia os empresários sendo os próprios donos dos jornais empresários e patrocinados por outras empresas inclusive por aquelas onde os trabalhadores estão em greve.
Dito isso, resta-nos uma pergunta: Por que não muda? 1) Os empresários ameaçam os parlamentares se acaso pensarem um projeto que altere essa lógica já que só teriam a perder se não mantivessem suas influências; 2) Os políticos profissionais não desejam a mudança, pois o investimento empresarial lhes dá vantagens sobre outros candidatos e assim podem parasitar no poder; 3) Ainda não há interesse da população por mudança, ela está iludida.
Neste contexto, Há, aparentemente, duas soluções: O povo vai às ruas na tentativa de forçar reformas no sistema ciente de que haverá duras repressões e possivelmente uma ditadura para controlá-los ou se for, por um acaso, vitoriosa a elite espera a população se acalmar para novamente reeditar as leis a seu favor. A segunda opção é a extinção daqueles que nos enganam através de uma mudança radical e necessária do sistema para que surja daí uma democracia do povo e uma sociedade igualitária, onde esse mesmo povo seja a classe dominante. Traduzindo e resumindo a questão: Funda-se o socialismo.
Nenhuma mudança ocorrerá sem luta. Você ainda é livre para escolher o seu lado. LUTE!
Ps: Acho que o próximo texto será sobre a felicidade ou sobre o motivos de caminharmos para uma ditadura.
