Oi! Este texto é um pouco largo mas possue informações interessantíssimas.
Boa leitura.
A cada dois anos celebramos o nosso direito a voto; o nosso poder de decisão; escolhemos aqueles que darão um norte a nossas vidas sofridas; é direito e obrigação cidadãos, etc... Na verdade, as afirmações anteriores são um mero engano. Essa democracia não passa de uma grande farsa.
Para defender a tal “idéia democrática”, há inúmeras propagandas belíssimas e convincentes de órgãos do governo e da justiça eleitoral, mas muito nos é escondido. Não se diz nessas propagandas oficiais que os grandes candidatos recebem milhões em dinheiro de empresas num jogo concorrido de troca-troca: O grupo empresarial investe no político para que, caso seja eleito, ele possa garantir obras, favores e facilidades à empresa que nele investiu. Não é à toa que a maioria delas são empreiteiras especializada na construção de pontes e estradas. O grupo HSBC, nas eleições de 2006 para presidente, investiu milhões tanto em Lula como em Geraldo. Essa é a prova de que não há ideologia em jogo, há negócios. O candidato que recebe mais tem condições de pagar pela melhor estratégia de marketing e, veja só, na sua maioria esmagadora vence. E como o político depende do investimento para eleger-se aprova projetos a favor de quem nele investiu e não defende, como promete, o povo. Por exemplo, não aprova leis que aumente e aperfeiçoe os direitos trabalistas como redução da carga horária de trabalho e um salário mínimo decente pois isso traria prejuízos no lucro dos empresários.
Esta ilusão de democracia serve para que o povo acredite que sua vida vai mudar e que há alguém que o represente e, então, o mesmo fica passivo dando condições para que a elite prospere e oprima. Quando se chega ao ponto em que a população está bastante insatisfeita com o sistema e há crise (política e/ou financeira) os mesmos poderosos apóiam um candidato que “representa o povo”, que “se originou dele e sofreu com e por ele”, que "é o novo", ou seja, um populista. Apesar das afinidades com os oprimidos ele não os representa, pois do contrário não teria o almejado “patrocínio” já que reais mudanças para a classe desfavorecida acarretam prejuízos aos mais favorecidos. A América inteira já vive isso: É um índio na Bolívia e uma mulher na Argentina; é um padre “oriundo de causas sociais” no Paraguai e um “defensor do socialismo” na Venezuela; ou um ex-miserável nordestino e “grande” líder sindical histórico no Brasil, etc. Os EUA vive, agora, essa situação. Os dois pré-candidatos do Partido Democrata eram uma mulher e um negro, dois grupos sociais historicamente oprimidos. Obama saiu na frente, no entanto os Republicanos, cientes dessa tática, colocaram como candidata a vice à Casa Branca de seu partido uma mulher. Se ao longo dos anos seguintes a manobra não funcionar significa que com o tempo o povo percebeu que aqueles que pareciam ser iguais a ele na verdade eram iguais ou piores que os políticos tradicionais (farinhas do mesmo saco) e, logo, em boa parte dos países originam-se ditaduras para evitar e reprimir qualquer levante popular.
Mas a farsa não pára no parágrafo anterior. Nas ruas, os estudantes são espancados e presos em protesto protestos pacíficos por policiais que nunca estão identificados e logo se torna quase impossível denunciá-los. Tal atitude fere não só o direito democrático de ir e vir, mas ,também, de protesto. Semanalmente há atentados aos trabalhadores que exercem as greves - outro direito democrático. E vale tudo: Desde a demissão em massa, conseguir apoio na justiça para decretar arbitrariamente a ilegalidade da greve e do sindicato, multas exageradas, ameaças, repressão policial à greve, atentados. E houve um caso no Piauí curioso (triste e lamentável) onde um dos líderes da greve dos ferroviários teve sua conta bancária anulada, quer dizer, não poderia fazer empréstimos ou sacar o seguro desemprego ou, ainda, receber o último salário já que fora demitido. Só este último caso derruba a idéia de que vivemos um estado de direito, de liberdades individuais, e o direito a não morrer de fome por falta de dinheiro. A mídia encoberta esses fatos, coloca a população contra parte dela mesma representada por estudantes e trabalhadores que lutam pelo povo, ridiculariza as ações populares e apóia os empresários sendo os próprios donos dos jornais empresários e patrocinados por outras empresas inclusive por aquelas onde os trabalhadores estão em greve.
Dito isso, resta-nos uma pergunta: Por que não muda? 1) Os empresários ameaçam os parlamentares se acaso pensarem um projeto que altere essa lógica já que só teriam a perder se não mantivessem suas influências; 2) Os políticos profissionais não desejam a mudança, pois o investimento empresarial lhes dá vantagens sobre outros candidatos e assim podem parasitar no poder; 3) Ainda não há interesse da população por mudança, ela está iludida.
Neste contexto, Há, aparentemente, duas soluções: O povo vai às ruas na tentativa de forçar reformas no sistema ciente de que haverá duras repressões e possivelmente uma ditadura para controlá-los ou se for, por um acaso, vitoriosa a elite espera a população se acalmar para novamente reeditar as leis a seu favor. A segunda opção é a extinção daqueles que nos enganam através de uma mudança radical e necessária do sistema para que surja daí uma democracia do povo e uma sociedade igualitária, onde esse mesmo povo seja a classe dominante. Traduzindo e resumindo a questão: Funda-se o socialismo.
Nenhuma mudança ocorrerá sem luta. Você ainda é livre para escolher o seu lado. LUTE!
Ps: Acho que o próximo texto será sobre a felicidade ou sobre o motivos de caminharmos para uma ditadura.

3 comentários:
Pois é primo!as pessoas são muito acomodadas, pra que mudar se é mais fácil ficar como está?dá mais trabalho! é assim que a turma do deixa-quieto(quase todos) pensam!e eles são muitos, pode ser por essa explicação que as coisas não vão pra frente!Tenha fé!
bj
Andréia
Você tem razão, prima.
Mas nós não somos só acomodados, somo iludidos.
Filho, seu texto é ótimo. Crítico da realidade que vivemos e otimista quanto a possibilidade de mudanças.
Vou até usar nas minhas aulas.
Um cheiro do Papai.
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